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Os amigos que se vão

Quando a gente é criança a gente fantasia tanta coisa… Eu lembro que quando estava na sexta série meu pai foi transferido, mas o combinado com as amiguinhas do colégio era de que a gente nunca ia perder o contato, que nossos filhos e netos seriam amigos, que a gente ia se visitar, se ligar, mandar cartas… Não lembro se cheguei a ligar, talvez em algum aniversário. Cartas eu nunca mandei, e nem recebi. A comunicação era rara, mais pela internet, e a pesar de eu ainda ter um pouquinho de contato com cada uma delas, muita coisa mudou daquele tempo pra cá.
Vieram novos amigos, e vieram os primeiros namorados – coisas que antes a gente não ia deixar de contar uma pra outra, simplesmente caíram no esquecimento.
As vezes eu me pego vendo as fotos das minhas “melhores amigas” da época, e me pergunto se as coisas teriam mudado se eu ainda estivesse lá, e percebo que mesmo entre elas, a amizade não continuou a mesma. A gente se perdeu ao longo do tempo.
O meu maior medo ao mudar de cidade era perder os meus amigos. Eu sabia que todo o ano eu iria visitar a cidade, mas também sabia que corria o risco de elas também estarem viajando de férias, e eu não poder encontrá-las.
Lembro de tê-las encontrado nas minhas primeiras férias de volta. Muitas fotos, risadas, conversas e sorvete. Parecia que ia ser sempre assim, mas foi a única e última vez. Depois encontrei algumas separadamente, ou por combinado, ou por acaso…
Eu ainda tenho todas as cartinhas de amizade que eu recebi enquanto ainda estava lá, e sempre que leio rio sozinha das promessas que fazíamos, sem ao menos saber o quanto o tempo podia mudar as nossas vidas.
Claro que não eram promessas da boca pra fora: todas nós acreditávamos que íamos cumprir, foi só a falta de contato que acabou nos distanciando aos poucos, e sem a gente perceber.
Já tive vários amigos ao longo da minha vida. Desde amiguinhos de escola, que a gente vê só durante a semana, até amigos-irmãos, que por um bom tempo eu não desgrudei. Não importa o grau da amizade, todas elas estão sujeitas a se perder no tempo, se a gente não cuidar com carinho. E isso não é um trabalho que a gente faz sozinho.
É impossível manter contato regularmente com todas as pessoas que fizeram parte da sua vida, por mais que no fundo a gente queira nunca mais desgrudar de quem a gente tanto gosta.
O importante é guardar as boas lembranças, e nunca deixar os amigos que se foram esquecerem o tanto que eles foram e são especiais pra você. E que por mais que a conversa seja pouca, a gente sempre estará lá por eles, e sempre vai lembrar com carinho da amizade que ficou.

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